terça-feira, 4 de dezembro de 2012

DOENÇAS MODERNAS, HABITOS QUE PREJUDICAM A SAÚDE E O ATO MÉDICO


Segundo estatísticas feitas pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é um pais que detém um índice de morte por doenças cardiovasculares alarmantes, segundo o site do Dr. Drauzio Vallera: “O Brasil não escapa dessa realidade. Primeiro, porque as pessoas estão vivendo mais; segundo, por causa do estilo de vida que levam”.

O clima predominante, tropical, contribui para a facilidade em desenvolver problemas como doenças do aparelho circulatório, mas a intenção não é aprofundar em AVE (acidente vascular encefálico), caso lhe ocorra esse pensamento, mas sim nas indústrias de bebidas como fator para alavancar o que chamamos de doenças modernas e o estilo de vida que levamos.

Devido à vida agitada nos grandes centros urbanos ao sedentarismo, estresse, alimentação desregrada o consumo exacerbado de fumo e bebidas alcoólicas. Os grandes centros de saúde estão lotados de pessoas que deveriam buscar orientação no PSF (Posto de Saúde Familiar), mas resistem ao sistema preventivo oferecido pelo PSF e continua presa ao método de medicina curativa, sustentando o estilo de vida atual que é amplamente criticado e discutido em palestras da área de saúde em todo território brasileiro e mundo afora, exemplificando, a que aconteceu no dia 24/10/2012 no Certto Telecom a palestra “Abandono de Hábitos que prejudicam a Saúde” ministrada pelo colaborador e fundador da UOPECCAN, Sr. Wilson Riedlinger.

O consumo de bebidas é excessivo principalmente nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Recife que pelo aquecimento do mercado de bebidas no Brasil a empresa Britânica Diageo exportadora do renomado uísque escocês Johnnie Walker tem focado a atenção ao mercado brasileiro.

O consumo excessivo de energéticos tem chamado à atenção, pois causam ritmia principalmente em sujeitos que já apresentaram ou apresentam complicações cardíacas. Muitas vezes levando a morte súbita oferece risco a sujeitos com 50 anos ou acima, pois lhes proporciona desempenho físico anormal.

Mas como sabemos a bebida alcoólica também trás benefícios como exemplo citado no site Dr. Drauzio Vallera “Adib Jatene – Essa é uma discussão que tem despertado grande interesse. Hoje, a tendência é considerar que está mais protegido quem ingere bebida alcoólica moderadamente. Principalmente se a bebida for vinho tinto. Existem algumas demonstrações indiretas desse benefício. Por exemplo, os franceses ingerem muita gordura, mas bebem vinho e apresentam baixo índice de infarto.
A respeito desse assunto, no Incor, Prof. Protásio Lemos da Luz realizou um trabalho com coelhos alimentados com dieta hipercolesterolêmica. Dividiu-os em dois grupos e somente a um deles deu vinho tinto. Depois, observou o que aconteceu na aorta desses animais. Os que não tomaram vinho tinham índice de aterosclerose muito maior do que os que aqueles que tinham ingerido essa bebida.”.

Observando também o que diz Denise De Micheli, professora do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp: "Uma pequena dose de álcool não é prejudicial, desde que não haja gravidez nem problemas como o diabete e doenças do coração".
Portanto a saúde depende da equipe multiprofissional empenhada na integralidade focando a saúde familiar para sensibilizar a cultura atual adicionando ao cotidiano das pessoas o habito alimentar saudável. Pois a obesidade infantil associada ao sedentarismo é também fruto dessa modernidade, que desponta graças ao aumento do poder econômico da chamada classe C.

Recentemente temos observado o Ato médico (PLS nº 268/2002) ir de encontro com essa lógica, tanto que a frente dos conselhos de profissionais da área da saúde (FCPAS) – Conselhos Federais de Psicologia (CFP), Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), Biomedicina (CFBM), Biologia (CFBIO), Enfermagem (COFEN), Farmácia (CFF), Fonoaudiologia (CFFa), Óptica e Optometria (CBOO) e Assistência Social (CFESS) lutam para sensibilizar os profissionais que atuam no campo da saúde e principalmente a população que usufrui dos serviços oferecidos tanto pela rede publica(SUS) quanto as particulares, para possíveis deficiências que o sistema de saúde vigente no Brasil possa sofrer devido a aprovação de tal ato.

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